Júri do Concurso


Considerações

1. Será constituído por 3 elementos e presidido pelo professor de instrumento da AMPB.

2. O júri, para atribuição do Prémio Excelência e Prémio Orquestra, será constituído pela Direção Pedagógica da AMPB (Professoras Alexandra Trindade e Joana Anacleto), um representante da Direção Administrativa da AMPB e pelo Diretor Artístico ou representante do Festival Internacional de Música de Paços de Brandão (FIMUV).

3. O júri reserva-se ao direito de interromper a prestação de cada candidato, caso considere oportuno.

4. É reservado ao júri o direito da não atribuição de qualquer prémio.

5. As decisões do júri serão soberanas e inapeláveis.

6. Nos casos excecionais em que o concorrente seja aluno de um dos membros do júri, esse jurado será excluído da avaliação do mesmo candidato.

 


 

 

Aníbal Freire [Acordeão]

Nasceu na Nazaré a 29 de Abril de 1959. Desde cedo, pela mão de seu pai, iniciou o estudo do Acordeão, revelando capacidades que levaram a que passasse a frequentar o Instituto de Música Vitorino Matono desde os 7 anos de idade.
Começando por estudar com o professor Joaquim Raposo, passou a trabalhar com o próprio professor Vitorino Matono tendo, com ele, alcançado êxitos até aí inéditos no Acordeão português.
Frequentou a Escola de Música do Conservatório e o Instituto Gregoriano de Lisboa, onde cursou Piano, História da Música, Acústica, Composição, Canto Gregoriano, Educação Vocal, Órgão e Formação Musical.
Participou em inúmeros espetáculos e concertos obtendo, no entanto, relevante êxito nos concursos nacionais e internacionais a que concorreu.
Destaca-se o facto de ter sido o primeiro acordeonista português a alcançar o título de Campeão do Mundo na categoria júnior, em 1972. Repetiu este título sendo, também, o primeiro acordeonista português Campeão do Mundo na categoria sénior, em 1974. Aníbal Freire não se destaca apenas como concertista. Também como professor, diretor artístico, organizador, compositor e maestro tem contribuído para a divulgação do Acordeão com eventos conhecidos internacionalmente e trazendo a Portugal os mais consagrados acordeonistas do Mundo.
Como professor, tem preparado os seus alunos para concursos nacionais e internacionais destacando-se as excelentes classificações obtidas a nível mundial, sendo também nesta atividade, Campeão do Mundo. Também como pedagogo, tem ministrado Masterclasses em Espanha, Itália e Bélgica, para além de Portugal.
É membro de júri internacional.

 


 

 

Vitor Monteiro [Acordeão]

Vitor Monteiro é natural do Porto e iniciou os seus estudos musicais aos 6 anos na escola de música dos S.T.C.P. Em 2004 concluiu o curso complementar de clarinete no Conservatório de Música de Aveiro e em 2008 o curso complementar de Acordeão no Conservatório de Música de Viseu nas classes dos professores Nelson Aguiar e Abel Moura, respetivamente. Em 2010 concluiu a licenciatura em Música, variante acordeão, na Universidade de Aveiro e em 2013 o Mestrado em ensino de Acordeão na mesma Universidade. Frequentou diversos cursos e Masterclasses de aperfeiçoamento musical.
Como músico, participou em inúmeros concertos a solo, em música de câmara e com prestigiadas orquestras.
Como professor, foi convidado e precursor na abertura do curso de Acordeão em diversas Academias e Conservatórios de Música do Norte do país. Os seus alunos, têm obtido diversos prémios em concursos nacionais de acordeão e ingressado no ensino superior. Orientou diversas Masterclasses de Acordeão e tem sido convidado para júri do mais prestigiado Concurso Nacional e Internacional de Acordeão em Alcobaça.
Organiza e dinamiza várias atividades pedagógicas e desde 2016 é o produtor e responsável artístico do Festival de Acordeão do Porto. É fundador e responsável pela Orquestra de Acordeões “Per fisarmonica” da Escola de Música de Perosinho.
Atualmente é professor de Acordeão no Conservatório de Música do Porto, Escola de Música de Perosinho (V. N. Gaia) e na Escola de Música e Artes do Amial (Porto).

 


 

 

Rui Fernandes [Violino]

Nascido em Lisboa, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Northwestern University (EUA), onde estudou com Gerardo Ribeiro, tendo obtido o Mestrado e o Performance Certificate.
Ainda nos Estados Unidos estuda Pedagogia, com especial enfoque na metodologia Suzuki, com Betty Haag. Foi membro da Suzuki Association of the Americas e da American String Teachers Association. Entre 1995 e 1997, integra o corpo docente do Talent Music Institute of Des Plaines onde lecciona durante dois anos. Foi também Assistente do Prof. Gerardo Ribeiro na Northwestern University School of Music.
Foi premiado nos concursos de violino da Juventude Musical Portuguesa e no Prémio Jovens Músicos, nível médio e superior. Obteve ainda o Prémio da Audiência «Major Blythe Award» no Aberdeen International Youth Festival.
Colabora regularmente com a Orquestra Gulbenkian desde 1992, com a qual realizou várias Tournées, e apresenta-se com inúmeras orquestras e em diversos festivais de música um pouco por toda a Europa, na Ásia, em África e na América. Trabalhou com Maestros como Christoph Eschenbach, Daniel Barenboim, Franz Brüggen, Kent Nagano, Leonard Slatkin, Pierre Boulez, Pinchas Zukerman, Rudolph Barshai, Shlomo Mintz, Sir Georg Solti, Zubin Mehta, entre outros.
Entre 2004 e 2009, em representação da Fédération Internationale des Musiciens, integra o projeto europeu Polifonia, dedicado ao estudo das questões emergentes do Processo de Bolonha, na área da música, e na identificação das novas características do meio profissional e suas implicações na formação académica dos alunos.
Foi professor de violino e violeta na Academia de Música de Lisboa, de 2004 a 2014. Os seus alunos foram premiados em mais de 50 ocasiões, tendo vencido os principais concursos nacionais e internacionais realizados em Portugal e Espanha.
Desde 2011 é o Diretor da Academia de Música de Lisboa.

 


 

 

Suzanna Lidegran [Violino]

Natural de Ödeshög, Suécia, iniciou os seus estudos musicais aos cinco anos de idade, aprendendo violino, piano e mais tarde órgão.
Diplomada pelo Conservatório Real de Música da Dinamarca, Copenhaga.
Veio, em 1989, para Portugal integrar a Orquestra do Porto Régie Cooperativa Sinfonia, durante um ano e em 1991 a Camerata Musical do Porto.
Foi membro fundador do quarteto de cordas Lyra que recebeu orientação do Quarteto Borodin e que em 2007 gravou o quarteto de cordas de Luíz de Freitas Branco para a editora Numérica, Paços de Brandão.
Integra, desde 1997, o ensemble de música contemporânea Grupo Música Nova, dirigido pelo compositor Cândido Lima, formação com qual tem executado primeiras audições nacionais e mundiais de várias obras para violino solo, entre outras.
Foi membro fundador, entre 2007 e 2017, do Sond’Ar te Electric Ensemble, Lisboa, dirigido pelo compositor Miguel Azguime, com qual realizou concertos em vários países na Europa e na Ásia. O grupo gravou vários Cds.
Formou em 2003 um duo com o pianista Eduardo Resende.
Em 2012 a Suzanna Lidegran lançou um Cd com obras para violino solo de compositores portugueses contemporâneos.
Foi convidada a tocar com os ensembles “Opera da Camera di e “L’Offerta Musicale”, em concertos na Itália e na Suécia e durante a época de Verão realiza todos os anos uma série de concertos na Suécia, como violinista, pianista e cravista.
Nos últimos anos tem colaborado com a Orquestra Clássica do Centro, Coimbra e a Orquestra Filarmónica Portuguesa.
Lecionou na escola profissional artística do Vale do Ave, Artave, 1991-2005, no Conservatório de Viseu e na Academia de Música de Santa Maria da Feira 1991-1993 e na Academia de Costa Cabral, Porto, 2006-2007.
Desde 1996 é professora no Conservatório de Música do Porto e desde 2019 na Pallco, Performing Arts School & Conservatory no Porto.
Vários dos seus alunos têm sido premiados em concursos nacionais e internacionais e vários dos seus antigos alunos estão a trabalhar como solistas, em orquestras e/ou a dar aulas.
Deu masterclasse em várias escolas no norte de Portugal e é regularmente convidada como membro do júri em concursos de violino e outros.

 


 

 

Paulo Barros [Flauta Transversal]

Paulo Barros nasceu em Paços de Brandão em 1974. Iniciou os seus estudos de flauta transversal aos sete anos, tornando-se bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Licenciou-se na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto com a classificação máxima, tendo recebido o Prémio Engenheiro António de Almeida pela melhor média de licenciatura.
Paulo foi laureado com o 1.º Prémio na Juventude Musical Portuguesa e 1.º Prémio no Prémio Jovens Músicos.
Frequentou várias Master Classes e cursos de aperfeiçoamento e foi aluno de Aurèle Nicolet em Oberwil na Suíça.
Integrou várias orquestras e ensembles, incluindo a Orquestra dos Jovens da Comunidade Europeia (ECYO), Orquestra Luso Alemã, Orquestra de Córdoba, Orchestrutópica, Oficina Musical Portuguesa, Remix Ensemble, entre outras.
Apresentou-se a solo com inúmeras orquestras, em concertos de Música de Câmara e Festivais de Música, expandindo-se a sua atividade internacional por países como Luxemburgo, Suíça, França, Espanha, Macau, Colômbia, Áustria, Brasil, África do Sul.
É frequentemente convidado para orientar Master Classes e fazer parte no júri de concursos.
Foi docente na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART) e Universidade Católica do Porto. É atualmente Professor de Flauta Transversal na Escola Profissional de Música de Espinho.
Tem vários CDs gravados, a solo com orquestra, música de câmara e como membro de orquestra (EMI Classics, Koch Schwann, Tradisom, Skarbo, Vintage Records e Numérica).
Paulo Barros é o flautista solista chefe de naipe da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

 


 

 

Stephanie Wagner [Flauta Transversal]

A Flautista Stephanie Wagner é, desde 2004, solista do Remix Ensemble Casa da Música. Com este agrupamento tocou estreias mundiais de mais de 50 compositores nacionais e estrangeiros em salas como a Elbphilharmonie de Hamburgo, o Konzertverein em Vienna e a Tonhalle em Zurique. Apresentou-se como solista em Portugal e pela Europa em obras como …explosante, fixe… e Mémorial de P. Boulez, Abyss de F. Donatoni e Tempi concertati de L. Berio. Em 2021 tocará a estreia nacional da obra Daedalus de Luca Francesconi na Casa da Música. Também como solista, participou nos festivais de Salzburgo (Áustria), de Tanglewood (EUA) e no “Serate Mozartiane” (Itália). Em 2013 e 2015 foi “workshop leader“ e solista nos projectos para o Dia Mundial da Música do Serviço Educativo da Casa da Musica que incluiu uma orquestra de 100 flautistas.
Stephanie Wagner estudou no New England Conservatory (Boston) e na Hochschule für Musik und Theater de Munique (Meisterklasse). Participou em master classes com K. Zöller, B. Fromanger, Doriot Dwyer e J. C. Gérard entre outros.
Trabalhou em orquestras como a London Symphony Orchestra, a Boston Philharmonic Orchestra, o Ensemble Recherche e nas Sinfónicas de Nuremberga e Munique.
Gravou para o Bayerischer Rundfunk, a WGBH em Boston e os estúdios MODE Records (Nova Iorque). Foi bolseira da “Villa Musica” de 1999 até 2003.
Stephanie Wagner é fundadora da Academia de Flauta de Verão e do Ensemble Éolia.
Lecionou na ESMAE no Porto, na ESART em Castelo Branco, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e na Universidade de Aveiro. Regularmente dá Masterclasses de norte a sul de Portugal e no estrangeiro. É convidada regularmente para integrar Júris de concursos nacionais e internacionais.
Em 2015 foi-lhe atribuído o Título de Especialista com louvor por unanimidade do júri na ESMAE do Porto.
Stephanie Wagner é desde 2018 professora certificada de Relaxamento Muscular Progressivo pela Tao Health (Berlim, Alemanha). Orienta cursos de introdução e dá aulas individuais e em grupo deste método de relaxamento, aplicando-o também no seu ensino da flauta.

 


 

 

Horácio Ferreira [Clarinete]

Um dos mais aclamados clarinetistas da sua geração e “Rising Star” da Organização de Salas de Concertos da Europa, Horácio Ferreira tocou nas mais prestigiadas salas de espetáculos, destacando-se a Philharmonie de Paris, a Concertgebouw de Amsterdão, o Barbican em Londres, o Musikverein de Viena ou a Elbphilharmonie de Hamburgo.
Jovem Músico do ano 2014 e primeiro clarinetista a vencer o nível médio e superior do Prémio Jovens Músicos, Horácio também venceu prémios no “Concours Debussy” em Paris, no prestigiado “Prague Spring Competition” em Praga, no Concurso de Interpretação do Estoril e foi vencedor do Concurso Internacional de Clarinete “J. Pakalnis” em Vilnius, do Concurso “La Salette” e do Prémio Novos Talentos “Ageas”. Recebeu a medalha de mérito do Município de Santa Comba Dão e o prémio revelação da revista “Anim’Art”.
A carreira de Horácio Ferreira levou-o a percorrer vários países na Europa, China, Brasil, EUA, Dubai, Israel e apresentou-se a solo com orquestras como Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Filarmónica Checa, Orquestra de Câmara de Colónia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Estatal de Atenas, Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra XXI, Banda Sinfónica de Tenerife, Orquestra de Câmara de Israel entre outras. Integra o ensemble “ars ad hoc” explorando as diferentes possibilidades em música de câmara e também se apresentou com grupos e músicos como Quarteto de Cordas de Matosinhos, Novus Quartet, Amaryllis String Quartet, Dávid Bekker (piano), Aurélien Pascal (violoncelo) Raphaela Gromes (violoncelo), Andrej Bielow (violino) Juliane Banse (soprano), solistas da Orquestra XXI, entre muitos outros. Horácio apresenta-se regularmente em concerto com o pianista Bernardo Soares e com o ensemble “ars ad hoc” – focando-se na música contemporânea.
Horacio Ferreira é artista da marca Vanodren e fundador do Art’Ventus Quintet. Desde 2018 tornou-se assessor artístico do Festival Internacional de Música de Marvão.

 


 

 

Nuno Pinto [Clarinete]

A música diz-nos o futuro. Ora, empresta-me aí o clarinete para o espreitar. Pinto, Nuno, dixit 1985 à saída da escola primária em Mateus, Portugal [registo áudio do pai]

Se é verdade que a música pode constituir-se enquanto uma profecia, a afirmação em epígrafe de Nuno Pinto confirma-a. Os músicos, quando expostos na sua plenitude, jogam um jogo duplo. São, ao mesmo tempo, seminais e profetas.
Nuno Pinto sempre soube desse privilégio e, por isso, decidiu dar ao seu clarinete um toque de Midas: transformou-o em objeto ubíquo onde a sua arte está em tudo que toca e aonde ele, o seu artífice, é um verdadeiro xamã sonoro.
Saul Silva, António Saiote, Michel Arrignon e Alain Damiens deram forma e apuro ao seu gesto artístico tornando-o singular no panorama nacional e internacional, bastando para isso dar aqui nota da quantidade apreciável de música por si registada [19 registos discográficos], pela quantidade de estreias [161] realizadas e pela música [24 obras] a si dedicada.
Tudo isto para Nuno Pinto poder declarar, em voz alta e em clarinete baixo, que a música torna audível o mundo que há de vir, usando para isso a música contemporânea, as músicas do e no mundo e o Jazz, e sempre acolitado por uma criteriosa seleção de agrupamentos musicais que vão desde o Trivm de Palhetas aos Clarinetes Ad Libitum, desde a Camerata Senza Misura ao Sond’Art Eletric Ensemble.
Acrescente-se ainda e de uma forma destacada que, não satisfeito com a sua dádiva interpretativa ao mundo da música, Nuno Pinto declara diariamente o seu fervor ao estudo da música dando aulas de clarinete – la crème de la crème – na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Politécnico do Porto.

Por ser verdade, a presente declaração é assinada por quem o tem vigiado artística e pedagogicamente,
Mário Azevedo
2018.5.9